Genética dos animais
 

Meu avô materno criava pássaros de todos os tipos. De codorna a curió. Aves silvestres, mateiras. Cresci neste meio, ajudando meu avô a tratar seus pássaros. Com onze anos de idade, em 1989 fui a uma exposição no parque da Água Branca com meu pai e neste dia me filiei ao primeiro clube.

Sócio 111 do 4C e após muita leitura comecei a criar em casa, dentro da lavandeiria da casa de minha mãe. Tinha tudo misturado canários, manons, curiós, coleirinhas e, na verdade, só consegui criar mesmo os manons. Ainda criança, a ansiedade aliada à falta de foco, não ajudavam em minha criação. Um dia toda família foi viajar e um ou dois gatos dizimaram toda criação. Não desisti e, após alguns meses, lá estava eu novamente, agora sócio 111 do ABCO clube de São Caetano do Sul.

Já com meus 17 anos, fiz vários amigos neste clube e consegui adquirir uma boa experiência criando canários de cor, agora focado em um objetivo e conseguindo razoáveis resultados. Na criação de canários, ter resultados razoáveis já é uma vitória tendo em vista a alta qualidade de criadores que existem hoje no Brasil. Para vender o excesso de aves que nasciam, ia de loja em loja oferecendo alguns exemplares e foi em um desses dias que andando pela ruas do Ipiranga entrei em um Pet Shop para oferecer meus pássaros. A pessoa que me atendeu era filho do dono da loja e disse que canários era difícil de vender, que não poderia pagar muito, etc. Respondi que eram amarelos e vermelhos mosaicos, dentre outras características e então o próprio dono ouvindo a conversa, veio ao nosso encontro e pediu que levasse alguns para ele ver.

Era o Sr. Domingos Perestrelo, um dos maiores criadores de Neophemas do Brasil, senão o maior e melhor na atualidade. Foi nesse momento que me convidou a conhecer seu criadouro. Um criadou de agapornis e psitacídeos com cores e aves jamais vistas por mim. Propus que trocássemos as aves. Daria-lhes alguns canários em troca de agapornis. Comecei com dois casais e não me lembro ao certo, me falaram de um tal de Oduvaldo. Fiquei encantado com todo seu plantel quando fui lá conhecê-lo.

Já estávamos no ano 2001. Comprei mais cinco casais e acabei vendendo meus canários quase em sua totalidade. Comecei a criar agapornis focando em campeonatos e filiei-me ao CON - Clube Ornitológico Nacional onde conheci diversas pessoas que hoje considero como amigos, como Gil, Sergole, Juvenal, Nilton, Dárcio, Daniel, Marcio, Gregório, Milton, Ermelindo, Cava, Paul, dentre outros que conhecemos com o tempo e com os campeonatos, e que não deixam de ser tão importantes como Oduvaldo, Danilo, Marcus Carvalho, Alexandre Dropk, Wilson, Guilherme de Portugal dentre outros. No ano de 2003 fui nomeado como diretor de agapornis pelo clube e, neste ano fiquei em 11º lugar no campeonato brasileiro em Jaraguá do Sul. No ano seguinte em Londrina, fiquei em 7º .Em 2005, NO Campeonato Brasileiro de Belo Horizonte, fiquei em 5º lugar no geral e 3º em roseicollis.

Aí a FOB construiu sua sede em Itatiba. Era tudo que eu queria. Poderia levar as aves em apenas uma hora; nem iriam se estressar. Ano de 2005 3º colocação no geral em agapornis. Casei-me em Julho do mesmo ano com Amanda que apesar de não levar muito jeito pra coisa, me apóia e me ajuda nessa jornada. Finalmente em 2006 vice-campeão, atrás apenas do Criadouro Araçoiaba da Serra que é do Oduvaldo. Levamos apenas 59 aves e classificamos todas, o que para nós foi uma vitória. E a cada ano estamos aprimorando nossos agapornis e oferecendo a certeza da qualidade de cada um deles a todos que vem até aqui nos visitar e levam um "companheiro" para casa.

 

 

Danilo G. Faria
CON - 333 - Amigos do CON

  CON - 111


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