História
dos Agapornis
Os AGAPORNIS são originários do continente africano. Agapornis é uma
palavra grega que significa " Pássaros
do Amor e tem como principal
característica de viver em casais. Foram descobertos
em 1793 e levados para a Europa em 1860. No Brasil, na década
de 80 haviam
poucos criadores e não havia um campeonato definido exclusivamente
para esta espécie. Na década de 90
Paul Richard e Fabio Tiezzi começam a importar diversas espécies
de agapornis, inclusive o
roseicollis violeta, sensação do início daquela
década, como os opalinos nos dias de hoje.
Os Roseicollis surgiram e habitam uma região da Costa Ocidental
da África do Sul e seu sudoeste,
entre vegetações de pequenos arvoredos abertos e montanhas
de até 1600 metros.
Os Personatas vivem no nordeste da Tanzânia entre savanas e árvores
isoladas.
Os Fischeris vivem na região que vai do sudoeste ao sul do Lago
Vitória, no norte da Tanzânia.
Os Nigrigenis vivem do sudoeste da Zamíbia até Livingstone,
no norte da Zamíbia com o leste de
Zimbabue.
Os Lilianes vivem no sul da Tanzânia, nordeste de Moçambique,
oeste da Zamíbia e norte do
Zimbabue, entre 800 e 1000 metros de altitude.
O Cana é encontrado na ilha de Madagascar e nas ilhas Maurício,
Rodrigues e Zanzibar. Esta espécie
só é encontrada na sua coloração original.
Todas as mutações foram conseguidas em cativeiro
e
mesmo assim, não existe registro de criadores com mutação
na atualidade, no Brasil.
Dentre as espécies, ainda temos o Pullária,
o Taranta e o Swinderniana.
Criação
Antes
de começar sua criação, verifique o local
onde irá adequar suas aves. Adquira
matrizes de qualidade, anilhadas e preferencialmente com criadores
que garantas a saúde
das aves. Filie-se
a uma Associação de Criadores próximo
de sua residência ou Criadouro. Após
o 8º dia da gala, surge o primeiro ovo. As aves botam
em dias alternados, de 4 a 6 ovos por
postura. Os ovos eclodem após 21 a 23 dias. Normalmente,
ocorrem nascimentos em dias consecutivos, durante o prazo de 7 dias.
Assim, temos
filhotes da mesma ninhada, de diferentes tamanhos. Para evitar esse
problema, podemos retirar os ovos à
medida vão sendo botados para devolvê-los ao ninho após
o término da postura, o que não é
aconselhável para criadores iniciantes. Quem tiver mais de um
casal criando ao mesmo tempo, poderá trocar os filhotes de ninho,
deixando todos os de tamanho aproximado em cada ninho.
Os anéis devem ser colocados nos filhotes entre o 8º e
o 12º dia do nascimento. Coloca-se os anéis
deixando os dedo do filhote na horizontal, sendo 2 para frente e dois
para trás, passando-se o
anel até acima do pé.
Após 25 dias, a perda de filhotes é praticamente nula.
O "desmame" se dá após 60 dias. Algumas fêmeas,
antes do desmame, tentam expulsar os filhotes dos
ninhos para iniciar uma nova postura, chegando a arrancar suas penas.
Para evitar isso, deve-se
colocar na gaiola farto material para confecção de novos
ninhos. Algumas fêmeas podem arrancar as
penas dos filhotes sem ser na época da criação.
Isso se deve principalmente à carência de vitaminas
que é encontrada no caule das penas, no sangue. Elas costumam
arrancar essas penas e alimentar os
próprios filhotes.
Após a separação dos pais, deve-se colocar os
filhotes em uma gaiola ou viveiro com, pelo menos
80cm de comprimento para que possam voar e desenvolver a musculatura.
Não se deve mexer no bando formado até que realize a
primeira muda de penas, 5 a 6 meses após o
nascimento. Durante o período da muda, as aves costumam apresentar
febre, parecendo até mesmo
doentes. Esse é um período perigoso que requer muita
atenção quanto à alimentação dos
filhotes. Aumente
a quantidade de aveia também nesta época.
ALIMENTAÇÃO
1. MISTURA DE SEMENTES BÁSICAS
30% Painço
50% Alpiste É o principal
alimente e com maior percentual de proteínas
5 % Girassol Nunca
dê em excesso. É oleoso e pode fazer
mal para o fígado
10% Aveia branca Pode-se aumentar a
quantidade no frio
5 % Arroz com casca
2. FARINHADAS OU VITAMINAS COMPLEMENTARES
Existem farinhadas prontas no mercado porém, deve-se buscar
chegar próximo dos 30% de proteína.
Uma farinhada a base de proteínas vegetais e minerais é o
ideal. Por exemplo, a base de milho,
soja, própolis e minhoca.
Podemos fornecer as farinhadas ou vitaminas complementares de maneira
diferente conforme a época
da criação. Quando estamos com as aves a reproduzir,
devemos fornecer uma farinhada com maior
quantidade de proteína, para o melhor desenvolvimento e crescimento
do filhote, e esta podemos encontrar
na soja granulada ou no ovo. Da mesma forma antes dos campeonatos.
Quando as aves não estão criando ou estiverem descansando,
podemos fornecer apenas uma farinhada a
base de milho, própolis e frutas. O melhor é fornecer
as farinhadas secas, porém se optar pela
úmida, deve-se trocar diariamente para não surgir qualquer tipo
de fungo.
3. LEGUMES
Dê pedaços pequenos de milho verde duas vezes por semana
e Jiló ou cenoura uma vez por semana.
4. VERDURAS
Pode-se fornecer uma vez por semana verduras com
almeirão ou
escarola.
Forneça folhas de couve uma vez por semana na época
de reprodução. Ela tem vitaminas que facilitam
as posturas pelas fêmeas. Nunca dê alface. Esta tem substâncias que podem dar diarréia
e sonolência nas aves.
5.
CÁLCIO
Você mesmo pode fazer a pedra de cálcio para suas aves.
Com areia branca compradas em Pet Shops,
gesso de estuque, casca de ovo moída e torrada. Misture tudo,
coloque água e despeje em copinhos
de café. Espere secar uns dois dias e quebre o copinho. Coloque
a pedrinha no fundo da gaiola. É
uma ótima fonte de cálcio.
5. ÁGUA
Deve ser trocada diariamente conforme fatores de
higiene e, na época
de postura, a fêmea costuma
banhar-se e isso ajuda a umedecer os ovos, facilitando a eclosão.
NINHOS
Caixas de madeira que podem ser horizontais ou verticais.
As horizontais - 30x15cm com divisória.
A parte do fundo, superfície côncava, onde a fêmea
coloca os ovos. As verticais facilitam o choco
e proporcionam um percentual maior de nascimento. Podem ser de 20cm
de altura x 15cm profundidade
x 15cm frente.
Coloque palha de milho no piso da gaiola para que a fêmea confeccione
o ninho e coloque um pouco
de serragem dentro do ninho.
Os Agapornis de aro branco (Fischeri, Personata, Nigrigenis) carregam
a palha no bico, inteira; às
vezes até pedaços do sabugo de milho e o que tiver
por perto. Os roseicollis colocam os fios de
palha entre as penas do rabo e as levam para o ninho. Dentro do ninho
elas soltam a palha e fazem
movimentos circulares, confeccionando o ninhos. Os Roseicollis quase
sempre só a fêmea faz isso e
os machos costumam fazer após "velinhos" - após
aproximendamente 5 anos.
ACASALAMENTOS
OU REPRODUÇÃO
Após adquirir aves saudáveis, anilhadas, que não
estejam sujas ou "encorujadas", de preferência em
criadores e verificarmos nossas condições e instalações
para que o casal habite de maneira
satisfatória.
Escolha aves com idade de até dois anos, apesar dessas aves
reproduzirem até aproximadamente seus
10 anos de idade.
A questão mais controversa que existe na criação
dos agapornis é distinguir os machos das fêmeas
(espécies onde não há dimorfismo sexual). Esta é a
maior dificuldade de quem deseja iniciar a
criação e até mesmo em criadores experientes.
Um método infalível para a determinação
do sexo dos
agapornis, é a analise de DNA quer por amostra de sangue ou
de penas e que custa em torno de R$13,00. Alguns cruzamentos tem mutações sex-linked, ou
seja, ligadas ao sexo, e a partir daí, pela cor,
pode-se determinar desde pequeno o sexo do agapornis. Em adultos consegue-se
diferenciar mais
facilmente o sexo por apalpação dos ossos da bacia que
são mais largos e arredondados nas fêmeas e
mais apertados e pontiagudos nos machos. As fêmeas também
são ligeiramente maiores e têm a cabeça e o
abdomen mais arredondado que os machos.
Antes de iniciar os acasalamentos e colocar os ninhos, é aconselhável
vermifugar todas as aves do
plantel. Meus vermífugos indicados são o IVOMEC onde
tira-se uma pena da perna da ave e pingamos
uma gotinha do vermífugo. Outro bom vermífugo é o
PANACUR 10%, onde podemos dar 3 gotas no
bebedouro durante 5 dias consecutivos.
Faça este procedimento apenas uma vez ao ano para não
debilitar muito as aves.
Na semana seguinte ao vermífugo, pode-se fornecer misturado à água
para beber, um composto de
vitaminas chamado Glicosol ou também Glicopan. Estes também
3 gotas por dia durante dez dias seguidos.
Devo
criar em gaiolas ou em colônias?
A criação de agapornis pode ser feita tanto em colônia
quanto em gaiolas individuais, dependendo
do espaço, tempo e, principalmente dos nossos objetivos na criação.
Podem ser criador em gaiolas GRII ou GRIII com medidas de 80x50x50cm;
já um viveiro para criação
em colônia, vai depender da quantidade de casais que se deseja
ter. Um viveiro de 2 metros de
comprimento por 1 metro de altura e 1 de profundidade, caberá tranqüilamente
5 casais. É importante
salientar que deve-se ter 2 ninhos para cada fêmea, diminuindo
assim o risco de brigas.
A criação em gaiolas proporciona um controle genético
maior e uma reprodução mais rápida e
acertada, ao passo que em colônias não há controle
genético. A vantagem da colônia é a maior facilidade
para limpeza.
Os acasalamentos começam tão logo o casal esteja adaptado
ao novo ambiente. O macho começa a
entrar no ninho, verificando o novo território. A fêmea
começa a picar a palha de milho e carregá-la
para o ninho.
Oito dias após a cópula ou acasalamento propriamente
dito, a fêmea começará a botar os ovos em
dias alternados. Botam entre quatro e sete ovos normalmente.
O tempo de choco é de aproximadamente 23 dias para os agapornis.
Nos Tarantas, esse período é de
30 dias. Após o nascimento dos filhotes, a fêmea é quem
os alimenta recebendo a comida dada pelo
macho através da regurgitação deste no bico
dela.
ANILHAMENTO
Aconselha-se acasalar aves com idade em torno de
10 meses. Não
se deve misturar imediatamente,
aves de origem desconhecida. Estes devem ser deixados isolados por
30 dias em observação. Esta medida
pode evitar a perda de todo o plantel.
Anéis de identificação:
Os diâmetros dos anéis são os seguintes:
4,5mm para Roseicollis, Personata, Fischeri e Taranta.
4,0mm para Nigrigenis, Liliane e Pullaria.
3,7mm para Cana.
SAÚDE / PROFILAXIA
Profilaxia são as medidas preventivas necessárias para
se evitarem doenças e abrangem alimentação
e higiene. Quanto à higiene, devemos desinfetar periodicamente
os objetos da gaiola, poleiros,
grades e chapa com veja ou água sanitária.
SINTOMAS
DE DOENÇAS
Quanto mais observarmos nossas aves, melhor poderemos
detectar qualquer tipo de sintoma de doença
e quando detectada, devemos isolá-lo longe das demais em um ambiente
aquecido. Alguns sintomas
são:
* Apatia
* A ave fica no fundo da gaiola muito tempo
* Penas arrepiadas
* Não se alimenta
* Fezes verdes
* Respiração ofegante